Gestantes passam a ter direito de escolha por partos em SP

Direitos da gestante
Em SP, ganhar neném fica mais humano e a mulher passa a ter um direito maior sob as condições de seu parto.
É isso que prevê o projeto de lei 435/2019, aprovado na Assembleia Legislativa e sancionado nesta sexta-feira, 23 de agosto, pelo governador João Doria.

O projeto, primeiro a ser implantado no Brasil, dá a mulher por força de lei, o direito de escolher como quer ter o seu parto.
Ela deve ser informada dos métodos disponíveis e de como funciona cada um deles, e depois ela deve escolher por si só sem qualquer interferência a opção de nascimento.
Isso é interessante porque abrange os hospitais públicos e particulares, acabando com a velha prática do SUS, de só fazer cesariana em último caso e após semanas de um calvário.
O parto torna-se mais humano, não pelo método como acontece, mas dando a mulher a opção de escolher o que é melhor.
Até porque, é ela quem define o que fazer com o seu corpo.

A mulher vai poder optar se deseja uma cesariana, um parto natural ou ainda pedir uma anestesia, mesmo que opte pelo parto natural afim de não sentir as dores do momento.
Mas é preciso ficar atento apenas uma única coisa.
O direito de escolha se dá a gestante, que esteja a partir da 39ª semana de gestação.
Para aquelas que possuem menos tempo, o parto deve ser feito, respeitando as condições necessárias para a boa formação do bebê.
Em se havendo risco para a mãe ou a criança, os bebês podem ser retirados prematuramente com 35 semanas ou menos.
Em não se havendo risco, fica a critério do médico, retirar a criança de 36 a 38 semanas, pelo método que o obstetra julgar melhor.
Foi o único ponto em que a lei poderia ter melhorado.
Pois, a mulher ainda tem que esperar até a semana 39, para escolher o seu tipo de parto.
De qualquer modo, é um grande avanço se comparado ao que eram submetidas antes.