Nathalie - Um parto mesmo com o descaso da saúde pública em vigor no Brasil

Nasceu, as 18h41 desta quinta-feira, 5 de setembro, a pequena Nathalie Victoria.
Medindo 46 centímetros, pesando 2,9 KG, ela atendeu aos meus pedidos conforme publicado neste espaço em 1º de setembro, último domingo, e veio para a minha vida.

Linda, com seu estilo próprio de ser, e relembrando muito nosso pequeno Kalel Francisco ao nascer, 5 anos atrás.
E com saúde, o mais importante de se destacar neste momento.
Tivemos alguns contratempos antes do parto, mas felizmente tudo transcorreu da melhor forma possível.
Esses contratempos me fizeram mais uma vez rever, os posicionamentos que sempre critico junto a saúde pública no Brasil.
E fazem com que eu afirme a cada dia mais as minhas opiniões sobre o tema.
Infelizmente temos uma saúde pública de qualidade questionável, com médicos que na maior parte das vezes não conseguem entender o desespero dos pais, a dor de uma gestante, os riscos e o sofrimento de um feto.
E isso, pode terminar com desfechos diferentes dos dados a minha Nathalie, nesta quinta-feira.
A historia poderia ter sido outra, não tivesse entrado na Santa Casa de Franca, um competente médico dos poucos que vemos atuar na saúde pública no Brasil.
Que indicou a internação imediata, para observação e a cesariana.
Depois, veio o papel preponderante da obstetra, que de maneira ágil, reagiu as necessidades da mãe e da bebê, fazendo o parto.

Não é a questão que eu tinha uma ligação com a criança, a questão aqui, é o que poderia ter ocorrido, se ela não tivesse nascido.
Com uma gestação de 37 semanas, pressão elevada, e o ritmo cardíaco da bebê batendo os 190 BPM, quando o normal seria 130.
Pergunto onde estava a normalidade daquela situação, como o primeiro médico que atendeu Adriana disse.
Como ele teve a capacidade de dizer, que a bebê não estava em sofrimento, com um ritmo daqueles.
Felizmente para mim, o caso terminou diferente.
Outros pais, inclusive na Santa Casa de Franca, já não tiveram a mesma sorte.

Passado este contratempo, agora vamos curtir a nossa bebê, e continuar de olho nos fatos.
E sim. Vamos denunciar, aqui, no Royal, e onde pudermos falar, esse descaso.