Queda no governo - Ministro da Economia demite Secretário da Receita

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, demitiu nesta quarta-feira, 11 de setembro, o Secretário da Receita Federal, Marcos Cintra.
Isso foi uma retaliação, porque o Secretário informou detalhes sobre uma proposta que vem sendo formatada no Ministério, para uma reforma Tributária.
Na reforma apresentada, o item mais polêmico é a criação do ITF, Imposto sob as Transações Financeiras.
Que seria na prática a volta da CPMF, um antigo imposto cobrado anos atrás de determinadas operações realizadas em banco.
A ITF, seria cobrada em quase todas as operações bancárias, depósitos, saques, débito e crédito.
O que faria com que aumentasse consideravelmente a arrecadação federal, em um momento em que o governo precisa de fôlego para respirar.

Cintra, que já não vinha em sintonia com o governo, perdeu a cabeça sem que Jair Bolsonaro determinasse.
Guedes se antecipou e agiu, como super ministro que deveria ser, e já demitiu o Secretário cortando o mal pela raiz.
Isso por si só porém, não diminue os danos causados na gestão Bolsonaro com as revelações feitas pelo Secretário, antes de ser desligado do governo.
É extremamente negativo a criação deste novo imposto, em um país onde o brasileiro já paga impostos demais.
Por isso, é tão necessário que se analise a questão para muito além de uma simples demissão.

Com alíquotas salgadas, de 0,2 a 0,4%, o novo imposto deve ser maior que a antiga CPMF, e com isso fazer o governo arrecadar mais também.
Resolve em tese um problema, o de falta de dinheiro, mas cria outro problema.
Tributa ainda mais as pessoas que já tem tantos impostos a pagar, num momento onde o que deveria ser discutido é um pouco da diminuição dessa carga.